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NOME DE PARANAPIACABA |
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Em 1907, a Vila foi chamada de Paranapiacaba, mas até 1945 a estação continuou a ser chamada de Alto da Serra. |
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CONSTRUÇÃO NA SERRA |
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Pela instabilidade do terreno, a construção foi quase artesanal, sem uso de explosivos por medo de desmoronamento. As rochas foram cortadas com pregos e pequenas ferramentas manuais. |
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VAGÕES FÚNEBRE E AMBULÂNCIA
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Um vagão funerário passou a ser utilizado, por ocasião da construção da linha 2, onde eram realizados os velórios entre Santos e Paranapiacaba. Também havia o vagão ambulância, que atendia doentes e acidentados.
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OS TRENS
Os trens antigos eram de madeira. Os carros da primeira classe tinham bancos de palhinha, e os da segunda tinham bancos de madeira. Os encostos eram reversíveis, e podia-se deixar um de frente para o outro e, assim, quatro pessoas viajavam juntas.
Posteriormente foram introduzidos os trens de aço – maiores e mais confortáveis.
Na década de 1930 a SPR trouxe grande modernidade para o transporte de passageiros. Partindo da Luz com destino a Santos havia os trens de luxo: Satélite, Cometa, Planeta e Estrela. Eram conhecidos pela sigla TUDE – trem unidade diesel-elétrico. Alguns possuíam serviço de bordo, e paravam apenas nas estações de maior movimento. Por serem pequenos não precisavam ser separados na operação da serra, e a viagem ficava mais rápida ainda.
Que luxo de viagem! Mas tiveram vida não muito longa, e o Planeta agoniza em pátio ferroviário de Paranapiacaba.
Com o fim da concessão aos ingleses, a Rede Ferroviária Federal colocou em operação novos trens, dando-se destaque aos trens húngaros, que foram motivo de grande propaganda para os usuários. |
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Satélite, Cometa, Planeta e Estrela |
A CONSTELAÇÃO |
Partindo da Luz com destino a Santos havia os trens de luxo: Satélite, Cometa, Planeta e Estrela. Eram conhecidos pela sigla TUDE – trem unidade diesel-elétrico.
Alguns possuiam serviço de bordo, e paravam apenas nas estações de maior movimento. Por serem pequenos não precisavam ser separados na operação da serra, e a viagem ficava mais rápida ainda. Que luxo de viagem! Mas tiveram vida não muito longa, e o Planeta agoniza em pátio ferroviário de Paranapiacaba. |
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Homenagem - Romão Justo Filho |
CORINTHIANS – UM DRAMA NA SERRA |
Domingo, 29 de julho de 1956. Era um daqueles domingos de festa. Santos e Corinthians se enfrentariam na Vila Belmiro.
A Fiel queria empurrar o Timão - não seria fácil. O alçapão da vila era quase mortal para os visitantes. Estava lotado.
Pelé, astro maior de nosso futebol, ainda não jogava, mas os praianos tinham Vasconcelos, e a seu lado Pagão. Dupla terrível.
Mas corintianos sempre confiam! Desceram a serra. Trem lotado.
E eis que o cabo de tração do sistema funicular se rompeu. Uma tragédia pairava no ar.
O abismo serrano aguardava a composição.
Mas Romão Justo Filho estava lá! Confiante e seguro, conseguiu com maestria frear a locobreque.
Todos foram salvos. Cerca de 150 passageiros. Foi homenageado. Todos o reverenciam.
E o domingo terminou em festa, da forma que começou.
Um grande jogo! Três a três.
Se Vasconcelos fez dois, Cláudio (o maior artilheiro da história do Corinthians) também os fez.
A Fiel agradece.
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Brasão do S. C. Corinthians Paulista |
CORINTHIANS Vs. SERRANO
Muito se falou em Paranapiacaba sobre a vitória que o E. C. Serrano obteve contra o Corinthians. Dois a um!
Era o longínquo dia 12 de julho de 1925.
Motivo de festa. Afinal não é sempre que o time de uma pequena vila consegue vitória sobre uma das maiores equipes de nosso futebol.
Não deixando de lado o fato de o Serrano sempre ter possuído bons jogadores é bom se fazer um estudo histórico sobre o fato.
Consultando o “Almanaque do Timão” de Celso Unzelte verifica-se que o S. C. Corinthians Paulista nunca jogou em Paranapiacaba.
Naquela ocasião eram disputados poucos jogos por mês, e o Corinthians fez o seu jogo de nº 283 no dia 29 de junho, perdendo para a A. A. São Bento por 3 X 1. Seu próximo jogo foi no dia 14 de julho, quando derrotou o Flamengo carioca por 3 X 0.
Além desse fato é de se notar que o troféu exibido na sede do Lyra Serrano faz menção apenas a “Corinthians”, e equipes com esse nome também existiam em São Bernardo e Santo André.
Torcedores rivais e desta vila ficam, assim, sem motivos para comemorações. |
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AS ESTAÇÕES
Por ocasião do início da circulação dos trens entre Santos e São Paulo, Paranapiacaba não possuía estação. Esta só foi inaugurada em 1874 com o nome de Alto da Serra. Foi desativada em 1901, quando foi inaugurada a nova estação, por ocasião da duplicação da linha férrea. Posteriormente foi utilizada como cooperativa dos planos inclinados. Hoje ainda é possível ver parte da plataforma no local da subestação de força, em frente ao Largo dos Padeiros.
A 2ª estação era ampla e bonita e, em suas plataformas, os vendedores de frutas e salgados vinham com seus tabuleiros oferecer seus produtos. O mais famoso de todos era o sanduíche de mortadela. Sempre se dava um jeito de comprar alguma coisa. Também se chamava Alto da Serra, e recebeu o nome de Paranapiacaba somente em 15 de julho de 1945. A vila, no entanto, já tinha o nome atual desde 1907.
Em janeiro de 1981 quando já estava desativada, foi destruída por um incêndio tido como criminoso. Há na vila pessoas que dizem saber quem foi o incendiário. Desse incêndio, o antigo relógio foi salvo e recolocado junto à nova estação, porém em uma torre mais alta do que a primitiva.
Esta 3ª estação foi desativada quando da paralisação total do transporte de passageiros entre o planalto e a baixada santista. |
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