Diversos passeios em Paranapiacaba exigem o acompanhamento de monitores ambientais credenciados pela municipalidade andreense. Alguns desses monitores pertencem a associações, enquanto outros são independentes.
É evidente que a qualidade do monitoramento varia de uns para outros. Enquanto alguns servem mais de acompanhantes, outros realmente proporcionam um aprendizado maior aos turistas, a respeito da região e da peculiaridade da mata atlântica.
A busca pelo compromisso sócio-ambiental, bem como pelo contato com a natureza e por mais bem estar físico, leva-nos a uma exigência cada vez maior em relação àqueles a quem estaremos escolhendo para nos orientar quando entrarmos em contato com um meio ambiente tão diverso, porém tão frágil, quanto a mata atlântica.
Ao procurarmos passeios e atividades ecológicas devemos não apenas nos preocupar com nosso relaxamento momentâneo, mas sobretudo em nos harmonizar com esse meio ambiente, a fim de melhor o conhecermos, para que possamos desfrutar de tudo o que nos oferece, mas principalmente para saber qual a nossa responsabilidade em sua preservação.
Uma vez que este “site” expressa a opinião do autor a respeito do quê o mesmo conhece, outros monitores e associações poderão merecer uma indicação, no decorrer do tempo. No momento, no entanto, a indicação recai somente para um monitor, cujos atributos o credenciam para uma monitoria de qualidade histórico-ecológica, a respeito de Paranapiacaba e sua mata circundante.
Osmar Losano (losanobio@hotmail.com), biólogo, professor colegial, morador na vila há anos, tem todas as qualidades para uma monitoria responsável, segura, ecológica e divertida. Conhecedor de inúmeras trilhas da região pode oferecer às crianças e aos adultos passeios e aprendizados inesquecíveis, como os que tive com ele.
Atende pelos telefones (11) 4439-0144 ou (11) 8844-0755, também podendo ser contatado pelo “orkut” através de seu nome completo.
PASSEIOS
1 - Água Fria
A trilha da Água Fria é um dos passeios mais simples para ser feito em nossa região. Ocorre que, tempos atrás, houve um pequeno deslizamento de uma pedra, e outro também pequeno poderá ocorrer. Em vista disso tomou-se a precaução de não ser mais autorizada aos monitores a ida até a pequena queda d’água. Esta situação perdura até este ano de 2009.
Uma vez que essa trilha se inicia na estrada para Taquaruçu e não possui guarita de vigilância, o acesso acaba sendo livre e a queda d’água pode ser facilmente atingida; coisa aliás que vem sendo feita com grande frequência.
A partir da estrada é uma trilha simples, com cerca de duzentos metros de extensão. Ela é o início de uma das trilhas para a Comunidade, que é um interessante local a ser visitado, e descrito em outro passeio deste site.
A estrada vicinal para Taquaruçu é em terra, ou arenosa ou cascalhada, facilmente percorrida a pé. Possui bonita e bem conservada mata atlântica, com boa diversidade da flora. Quanto à fauna podemos dizer que algumas espécies já estão habituadas com a presença humana, enquanto outras são difíceis de serem vistas, mas sempre se pode ouvir o lindo canto de algum pássaro.
A partir da vila leva-se cerca de trinta minutos para atingir o pequeno muro de pedras, por onde passa o riacho.
É um passeio simples para quem quer estar em deliciosa harmonia com a natureza e consigo próprio.
2 –Taquarussu
A Fazenda Taquarussu é vizinha de Paranapiacaba, localizada no município de Mogi das Cruzes.
É uma antiga fazenda de eucaliptos que abastece comerciantes na região. O proprietário, Sr. Sirio Begliomini, chegou à mesma em 1939, com 14 anos de idade. Sempre se lembra deste ano devido ao início da II Guerra Mundial. Informa que a mesma forneceu lenha e carvão para as máquinas em Paranapiacaba durante o conflito, pois a Inglaterra não estava em condições de exportar o carvão mineral. Aqui na vila também se diz que os ingleses não queriam que a extração fosse por aqui, e daí o trouxeram de lá.
É um local agradável, com uma bonita capela, reformada em 2007, junto a um jardim. Possui um grande, com peças históricas ao redor.
Há um chalé para locação.
Pés de cambuci podem ser apreciados, e o fruto está disponível para os visitantes. É permitida a realização de piqueniques.
Há poucos moradores, que podem prestar alguma informação sobre o local. Para os apreciadores há uma das melhores pingas de cambuci da região.
Chega-se à fazenda através de estrada vicinal em terra, facilmente percorrida a pé, de bicicleta ou automóvel. Em veículo motorizado leva-se de 10 a 15 minutos, enquanto a pé cerca de 50. A estrada possui bonita e bem conservada mata atlântica, com algumas espécies de animais. Possui saída, em razoável estado, para a rodovia Mogi-Bertioga, porém com pouca sinalização.
3 - Trilha da Pontinha
É um passeio simples, mas muito gostoso, para aqueles que querem um banho em riacho de mata atlântica e/ou um pouco de história.
A trilha se inicia na entrada da vila. É plana e pode ser percorrida em cerca de 20 minutos.
Foi aberta pelos ingleses em 1900 a fim de dar acesso ao reservatório de água que abastecia o 2º sistema do funicular.
É possível ver a inscrição SPR 1900 na parede do reservatório conhecido como Tanque do Gustavo. Sua água abastece a parte alta da vila.
Na trilha, pode ser observado o antigo calçamento em pedras acompanhando a tubulação.
Antes de se chegar ao reservatório há uma barragem, onde todos podem se banhar em água cristalina. Há local para banho de sol, com bancos de madeira.
É o passeio mais popular em Paranapiacaba.
Na mata atlântica, pode-se apreciar a riqueza de plantas, ao som do canto de pássaros, bem como do murmurejar dos riachos.
Deve-se pedir aos monitores para conhecer o sistema de captação de água, pois dessa forma a entrada será liberada antecipadamente. O local é muito bonito e a engenharia britânica se fará presente.
4 – Trilha do Mirante
Proporciona uma visão da baixada santista e do mar.
Inicia-se por uma estrada íngreme, porém bem calçada e larga, que permite a passagem de veículos autorizados até às inúmeras torres de transmissão de TV, rádio, etc.
Após 40 minutos chega-se a uma bifurcação: a estrada continua à esquerda e a trilha envereda-se na mata à direita. Estreita e plana conduz a um amplo descampado, propício a um merecido descanso, e com visão gratificante, em dias limpos. Quando visitada pela famosa neblina, adquire uma beleza especial.
Apesar da vista bonita e do passeio agradável, o local está abandonado. Nada faz a Prefeitura de Santo André para torná-lo tão bonito quanto o caminho. Há escombros da antiga torre da TV Tupy. Não há água, e nenhum replantio de árvores nativas, para recuperar o local. O mesmo sofreu forte erosão, bem como o flanco serrano até à ferrovia que se encontra abaixo.
Pela destruição do local e falta de cuidado por parte das autoridades e órgãos ambientais ele é uma triste realidade do quê vem acontecendo diuturnamente com a mata atlântica – reserva mundial da biosfera.
É obrigatório o acompanhamento de monitor.
5 – Mirantinho
É uma pequena plataforma de madeira, com cerca de 4 metros de altura, de onde se avista o vale do rio Mogi, em direção à Cubatão. É por esse vale que desce a ferrovia, e é por ele que entra a maior parte da neblina característica da vila.
Em dias claros é possível avistar a via férrea, algumas indústrias na baixada, a tubulação que conduz água da represa Billings para a usina Henry Borden, um viaduto da Imigrantes e um pequeno trecho da Praia Grande.
Está localizado junto ao estacionamento na parte alta da vila.
O acesso é livre.
6 – Trilha do João Dias
É uma trilha muito usada por motoqueiros nos fins de semana.
Talvez seja uma das mais difíceis para MotoCross existente no estado.
É muito interessante percorrê-la a pé. Seu percurso total, além de difícil, é longo. Leva-se cerca de 5 horas em seu percurso. Com o tempo necessário para atingi-la, chegamos a um total de 6 a 7 horas.
Contornando Paranapiacaba, possui inúmeras subidas e descidas e, em época de chuva fica com um sem-número de locais totalmente encharcados.
Não é obrigatório o acompanhamento de monitores, por estar fora da área de responsabilidade da municipalidade, mas seria prudente a companhia de alguém que a conheça.
Por precaução, não deve ser percorrida por grupo com menos de 4 pessoas, e alguém na vila deve ser avisado sobre o destino e hora de chegada do passeio.
Por ser cansativa deve-se levar todo o aparato nesse tipo de passeio: roupas e tênis adequados, lanche, etc. Possui riachos com água potável.
Possui apenas uma bifurcação (depois de umas três horas de lenta caminhada) e, nela deve-se entrar à direita, em direção à Taquaruçu.
Se ela é radical é justamente pela degradação ambiental que as motos causam. É bonita, mas dá pena ver o grande estrago já feito em seu leito.
É lamentável a falta de fiscalização e a ausência de qualquer atitude por parte dos órgãos governamentais e de ONGS conservacionistas.
7 – Parque das Nascentes – Olho D’Água
Este parque é o mais bonito recanto dentro de nossa vila.
Foi construído no fim do século XIX, quando a primitiva vila teve que ser ampliada para abrigar os empregados que iriam trabalhar na 2ª linha do funicular. Aliás, quase tudo neste local remonta a essa época.
Ele foi construído para a captação da água necessária para o abastecimento domiciliar, bem como para utilização no pátio ferroviário. Até os dias de hoje a vila inglesa é por ele abastecida, enquanto a parte alta utiliza a água proveniente do “Tanque do Gustavo”.
É mais um local em Paranapiacaba onde história e natureza se encontram. Está, ainda, praticamente intacto todo o sistema de canalização e represamento da água, tal qual foi construído pelos ingleses. É mais uma obra onde se pode observar o esmero e eficiência tecnológica desse povo que aqui esteve por 90 anos.
Em sua parte frontal, os tanques e canais ficam em meio a um bem cuidado jardim, onde lamentavelmente é permitida a prática do arvorismo. Esta prática além de não ter nada a ver com o local, ainda contribui na deteriorização de parte da mata nativa. Interesse financeiro e descaso público mais uma vez aqui se encontram juntos.
Deixando esse aspecto negativo para trás, temos duas lindas trilhas a seguir.
A mais bonita das duas é a Trilha das Hortênsias.
Morro acima se segue ladeando bonita e bem cuidada canalização até o local de captação, onde é feito o tratamento com cloro.
Lindas árvores, samambaias, bromélias, orquídeas, borboletas, pássaros e uma rica micro-fauna completam o mágico silêncio tão junto das edificações. Aqui, mais do que nunca, ficamos em dúvida se a mata atlântica se insere em Paranapiacaba, ou se é esta que se insere naquela. Este encontro entre a vila e a mata serrana, juntamente com a história ferroviária são os elementos chaves que conferem a diferenciação deste local.
A outra trilha, denominada Trilha dos Gravatás, segue mata adentro, nos conduzindo até um grande e antigo reservatório.
É mais um passeio local onde a tranqüilidade, juntamente com a história, nos transporta para um mundo interior. É excelente para pessoas de todas as idades.
É obrigatório o acompanhamento de monitor credenciado, e o passeio levará cerca de 2 horas se o mesmo tiver condições de bem informar o turista - o que nem sempre acontece por aqui.
8 - POÇO DAS MOÇAS
O Poço das Moças é, sem dúvida, um dos mais bonitos passeios que se pode fazer em Paranapiacaba. Mas é também um dos mais longínquos. Localiza-se quase na raiz da serra, já no município de Cubatão.
Formado pelas águas do Rio Quilombo, possui extensa área com grandes pedras, por entre as quais quedas d’água e lagoas fazem a alegria dos turistas. Há lugares rasos e fundos, onde se pode nadar e mergulhar à vontade. Na maior das lagoas forma-se um lindo jogo de reflexos luminosos devido a essas diferentes profundidades. Por ser extenso, o Poço das Moças recebe amplamente a luz solar, propiciando, também, gostoso banho de sol.
A mata circundante é exuberante e seu reflexo na límpida água forma um cenário verdadeiramente artístico.
É dos poucos passeios onde o tempo de permanência se torna pequeno a quem quer que o faça. Em primeiro, porque a volta será longa, em segundo, porque propicia condições para um lazer mais duradouro.
Em relação à volta, há a alternativa de se contratar, a priori, um veículo para o retorno, pois há acesso pela rodovia Piaçagüera-Guarujá.
Falando do caminho para atingi-lo, podemos dizer que, entre ida e volta, leva-se em torno de oito horas, sendo umas três na ida e as restantes na volta. Ele apresenta como ponto favorável a passagem pelo Mirante, um passeio mencionado em item superior desta página. Até este local o trajeto já está descrito.
Do Mirante ao Poço das Moças segue-se pela trilha das motos, ou dos motoqueiros. Esse nome é devido ao fato de a mesma ter sido usada por esses veículos, mas hoje em dia isso não é mais permitido. A trilha é limpa, mas estreita, o que confere a mesma uma grande beleza. O declive é suave, pois segue em ziguezague.
Por tudo que foi descrito, seria interessante ao turista chegar bem cedo à vila, ou então dormir por aqui, a fim de desfrutar com tranqüilidade de toda beleza que estará à sua espera.
9 - POÇO FORMOSO
O Poço Formoso é um local delicioso para um passeio, com um percurso de média duração, com cerca de 1:30 horas de caminhada, descendo a Serra do Mar em direção à Cubatão.
Possui um gostoso tanque entre pedras, rodeado pela linda mata atlântica, onde há pequena e farta queda de límpida água, excelente para um refrescante banho.
É agradável para um tranqüilo lanche, permitindo, ainda, uma caminhada por entre as pedras, onde outras quedas d’água podem despertar nova vontade para desfrutar de seu frescor.
Localizando-se no alto do vale do Rio Mogi, também proporciona uma bonita vista serra abaixo.
O caminho é de média dificuldade, pois possui, via de regra, pequena inclinação. Ao longo do mesmo há outros trechos do rio onde também é possível banhar-se.
Como ponto negativo este passeio apresenta grande derrubada da mata atlântica, feita de forma totalmente desnecessária, ao longo das linhas de transmissão de energia elétrica. Sem qualquer respeito pelo meio ambiente são derrubadas samambaias, folhagens e arbustos que em nada interferem na rede. Aliás, este fato foi fartamente documentado para a devida denúncia.
Uma vez que o Poço Formoso, em si, nada tem a ver com isso, ele merece uma visita, pois é realmente digno da mesma.
10 – Comunidade
O misticismo na serra.
A Comunidade é sem dúvida algo inusitado. Está localizada no topo da serra, exatamente na divisa dos municípios de Santo André, Mogi das Cruzes e Santos. Seu idealizador sabia desse fato, e não foi por menos que esse foi o local escolhido.
Possui duas trilhas que a ela conduzem. Ambas se iniciam na estrada para a fazenda Taquaruçu (Mogi das Cruzes). A primeira está situada em nosso município, enquanto a segunda se encontra no município vizinho. São de nível médio, e pela primeira é obrigatório o acompanhamento de monitores credenciados, enquanto pela segunda o acesso é livre, mas é preciso conhecer bem o trajeto.
São trilhas bonitas e excelentes para uma boa caminhada. É interessante observar a recuperação da mata, hoje protegida legalmente.
Mas, e a Comunidade?
Ela está lá – no cimo ... junto ao despenhadeiro serrano.
O idealizador desse local foi “Seu” Ventura, como ficou conhecido Antonio Ligeiro Ventura, português, radicado no Brasil desde sua infância. Morava em Santos com seus familiares, onde fundou o Templo de Umbanda Cidade de Santos (T.U.C.S.). Era um homem simples, com pouco estudo, e teve a vida como escola, onde foi adquirindo uma cultura diversificada. Do pai aprendeu a arte da construção civil, e da mãe os conhecimentos kardecistas.
Certo dia, na década de 1970, recebeu a revelação espiritual de que deveria erguer a Comunidade no lugar mais alto da serra, a fim de livrá-la das águas do mar, pois estas iriam subir devido ao aquecimento global. Em 1977 iniciou os estudos para escolha do local.
No ano de 1979 estabeleceu sua base junto à Cachoeira da Água Fria, e iniciou a construção da estrada que levaria ao alto.
Dezenas de pessoas trabalharam, em épocas distintas, na abertura da mata e, enquanto o trabalho era realizado, formou-se na base uma primitiva comunidade onde foram realizados rituais de batismo, palestras, aulas de yoga, mentalização, etc.
Era este local o VALE AURORA DOS NOVOS DIAS.
As primeiras pessoas no trabalho eram adeptas do Templo, na cidade Santos, mas a elas foram se juntado hypies de São Paulo, que frequentavam a região. Com a estrada aberta, o acampamento foi transferido para o alto, onde seriam construídos um templo, um hospital e uma escola umbandista.
O trabalho era feito principalmente nos fins de semana, e no local havia criações de animais para o fornecimento de ovos e leite. Não comiam carnes. Era rígida a conduta no local, e a disciplina no trabalho.
As edificações seriam feitas com pedras da região e, são estas que formam os montes que, até hoje, lá se encontram.
A única construção que chegou a ser erigida foi uma piscina cerimonial, com uma roda d’água junto a ela. Está quase perfeita – uma obra de engenharia. Com paredes e fundo em pedras justapostas possui cerca de 18 x 12 metros, e 1,20 de profundidade. Hoje, está em baixo da mata, mas é possível visualizá-la.
Até o momento de sua morte, no ano de 1987, “Seu” Ventura ajudou várias pessoas no tratamento dos vícios de álcool e drogas e, até, com descordenação motora.
Após sua morte, os princípios da Comunidade foram sendo abandonados; suas instalações foram ocupadas por pessoas que nada tinham a ver com a revelação recebida. Os antigos adeptos começaram a se afastar, e ela acabou extinta.
Em Paranapiacaba ainda encontramos pessoas que a frequentaram ou a conheceram, mas em sua grande maioria, no segundo período.
Enfim, as ruínas lá estão. No topo da serra, no meio da mata, em frente a um vale visitado por densa neblina.
É lamentável que tanto a prefeitura municipal de Santo André, quanto a maioria dos monitores, não deem a ela o devido valor. Nada dizem a respeito das razões que levaram esse homem para lá, nem da beleza mística, espiritual e humana do trabalho que realizou.
Se Paranapiacaba é um marco na história de São Paulo, “Seu” Ventura é um marco na vida desta antiga vila ferroviária.
Enfim, a Comunidade lá está para quem quiser visitá-la. Por lá, pessoalmente, sinto fortíssima energia. Que cada um sinta intimamente o significado desse local.
Para maiores informações, contatem o autor deste site.
11 – Cachoeira Escondida
A Cachoeira Escondida possui, como principal atrativo aos turistas, excelente trilha que pode proporcionar não só a oportunidade de uma bela caminhada, como também a de conhecer antigos caminhos utilizados pelos primeiros exploradores da região. Sua trilha se inicia junto ao Mirante, já descrito em outro passeio. Ela é de nível médio, sem muitos aclives e declives, É bem delimitada, possuindo diversas ramificações, o que torna obrigatória a presença de monitores autorizados, que a conheçam bem.
É possível observar o contraste entre a mata primária e a formação da mata secundária, pois em grandes trechos a região foi fortemente explorada para madeira e carvão. Podem-se observar primitivos fornos junto a vestígios de estradas de tempos remotos. A região é rica em riachos e corredeiras que enriquecem a caminhada a cada momento. Com a rápida regeneração da flora, temos também a volta da fauna, que pode ser observada em todo o trajeto.
Após essa agradável trilha chega-se à cachoeira, de pequeno porte, em um estreito vale coberto pela copa de grandes e belas árvores, de onde pendem lianas, num esforço para atingirem o solo úmido. O descanso é recompensador, principalmente pelo visual proporcionado pela luz solar se esgueirando por entre a verde e exuberante folhagem.
A cachoeira não possui tanque para nadar, e tem como atrativo a ducha em fria e límpida água serrana. Vale a pena conferir.
Observação Geral: Há inúmeras outros passeios na região, mas deixo de fazer comentários, por desconhecê-las.
Assim que vier a conhecê-las farei sua inclusão nesta página.
Qualquer informação a respeito das mesmas pode ser obtida com o monitor acima citado (losanobio@hotmail.com), ou com outro devidamente credenciado. |